sábado, 31 de março de 2012

The Passover


I Corinthians 5: 7-8

“For Christ, our Passover lamb, has been sacrificed. Therefore, let us keep the Festival, not with the old yeast, the yeast of malice and wickedness, but with bread without yeast, the bread of sincerity and truth”. I Cor 5:7,8

Passover English word for Hebrew word Pessach – that means passage) = Easter

What do you know about that?
-        It is a historic event in the life of Hebrews people
-        It is a Festival – it means a party that happens not only in one-day but also in many days together with a special banquet.
-          It reported people to what happened in Egypt during the Exodus according to Ex. 12  
-          God ordered many things to this celebration. God established / regulations/ rules / commandment / an ordinance
-          First month of the Jewish calendar – the Nissan month – from the 14th. up to 21st. They have to remove the yeast from their houses . they were supposed to eat bread with yeast = unleavened bread.
-          On the 15th. day they have to eat a special banquet   a lamb without defect / no blemish  / bitter herbs and bread without yeast. / they had to take some of the blood and put it on the sides and tops of the doorframes of the houses as a signal.
-          During that night when they were celebrating the Passover angel of the Lord passed thought Egypt and strike down every firstborn. When the angel sees the mark of the blood he would pass over that house.

What are the meanings of those elements?

-        the lamb – represents the sacrifice – the liberty from that /from  the death to the life – Nowadays – Christ is our Passover lamb
-          The bitter herbs – represents the time when they were slaves in Egypt. / all of us were slave in this world living like a slave of the sins / wicked people.
-          the unleavened breads – a new life that God gave them without sins / without malice /

What is the meaning of the Passover for us Christians?

-        Christ  Jesus is our Passover Lamb
-          Let us celebrate the Passover like a memorial for what Christ did in our lives. 


domingo, 18 de março de 2012

Record desmascara Valdemiro Santiago no Domingo Espetacular

Começou a guerra entre o bispo universal e o apóstolo mundial. A situação torna público muitos negócios escusos feitos em nome de Deus sob um manto de espiritualidade e prospreridade cristã. Muito diferente do discurso dos verdadeiros apóstolos Pedro e Tiago descrito no livro de Atos:"não tenho prata nem ouro"... enquanto esses vendilhões do templo continuam assaltando a ingenuidade dos fiéis o evangelho é envergonhado. Misericordia quero e não sacrificios, diz o Senhor!!!

 

Record desmascara Valdemiro Santiago no Domingo Espetacular




Em uma reportagem bombástica a riqueza de Valdemiro Santiago tem a sua origem traçada diretamente ao dinheiro do dízimo dos fiéis da Mundial. Enquanto isto, os templos da "igreja" não pagam aluguéis.


Você já assistiu isto antes: Edir Macedo, Terra Nova, Estevão Hernandes... A história é sempre a mesma. O seu dinheiro para Deus fica nas mãos dos "seus" atravessadores... E o seu milagre também!


Valdemiro já é bilionário, quando fica doente não entra no suadouro de um templo quente com radiografia nas mãos e nem esfrega toalhinha ungida na ferida - Ele se trata no hospital mais caro do país! E vai lá de helicóptero!
E o mais cômico é que ele imita o seu mestre Edir Macedo em tudo e agora seu mestre o denuncia pelo crime mais grave que um picareta pode cometer contra outro: O ladrãozinho fica ambicioso e rouba o golpe do chefe e vira concorrente! Deus está nesta história?
Pra quem quiser a mesma bença do Rei do Gado Gospel, a lojinha da Mundial já lançou o chapéu SÊ TU UM FAZENDEIRO GOSPEL, olha ai:
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/03/record-desmascara-valdemiro-santiago-no.html#ixzz1pWaO19od
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Quem está certo: o bispo universal, o missionário internacional ou o apóstolo mundial?

Quem está certo: o bispo universal, o missionário internacional ou o apóstolo mundial?





Ciro Sanches Zibordi


Na atualidade, há três igrejas conhecidas como evangélicas que, apesar de terem Deus no nome, não têm pregado o verdadeiro Evangelho. Elas “arrastam” multidões. Pessoas se acotovelam para ouvir “outro evangelho”, e não o Evangelho (1 Co 15.1,2; 2 Co 11.3,4. Gl 1.6-12; 1 Tm 6.3,4).
Refiro-me a três grandes igrejas, cujos templos estão sempre lotados. A maior delas ainda não conquistou outros planetas, mas a sua meta é crescer em nível universal. A segunda maior também está em boa parte do globo terrestre; trata-se de uma igreja internacional. E a terceira também não deixa por menos. Conquanto menor do que as outras, já se considera mundial.
Estou falando de três líderes carismáticos, telepregadores muito bem-sucedidos em seus negócios. Os dois primeiros fundaram a primeira igreja, de abrangência universal. O segundo e o terceiro saíram da primeira. O mais rico (está entre os mais ricos do País!) tem um reino à sua disposição. O segundo mais rico é um milionário, quer dizer, um missionário cheio de graça, que prega, canta, conta piadas... E o terceiro vem suando bastante (a ponto de os fiéis recolherem o seu suor!) para demonstrar que a sua igreja tem muito poder.
Essas igrejas aparecem na mídia todos os dias e têm muitos seguidores — você pode ser um deles! —, mas não pregam, como já disse, o verdadeiro Evangelho. A primeira prega o evangelho da prosperidade. A segunda, o evangelho triunfalista, à base de confissões positivas. E a terceira, o evangelho experiencialista e místico.
Os auditórios dessas igrejas, em geral, são formados por três tipos de pessoas, nessa ordem: interesseiras que frequentam cultos prioritariamente para se tornarem empresárias ou saírem de uma crise financeira; interesseiras que vão aos cultos para receberem curas, bens materiais ou soluções de problemas; e interesseiras que frequentam os cultos para receberem milagres. Jesus também era seguido por multidões de interesseiros. A diferença é que Ele pregava a verdade, o que fazia com que muitos deixassem de segui-lo (Jo 6.60-69).
Bem, a primeira igreja, de abrangência universal, contraria o que diz a Bíblia acerca do Reino de Deus, que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17), ao priorizar a prosperidade material. Deus faz prósperos os seus filhos (Sl 1; 23; 37), mas um crente que só pensa em dinheiro e bens materiais está longe de agradar ao Senhor Jesus (Mt 6.19-21; 1 Tm 6.9,20; Ef 5.5).
A segunda igreja, de abrangência internacional, não prioriza a graça do Senhor Jesus, posto que promove um culto antropocêntrico, centrado nas necessidades humanas. As pessoas não frequentam os cultos primeiramente para adorar ao Senhor, e sim para receberem bênçãos, como se Deus fosse aquele bom velhinho do Pólo Norte... Deus abençoa o seu povo, mas o nosso culto deve ser cristocêntrico, isto é, em adoração e louvor a Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5). A oração modelo não começa com “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, e sim: “Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).
Finalmente, a terceira igreja, de abrangência mundial, apresenta um culto aos milagres. Tudo gira em torno de sinais, prodígios, curas... Há problema nisso? Claro que sim! O Senhor Jesus, quando andou na terra, ficou o tempo todo curando os enfermos e fazendo milagres? Não! Ele ensinava, pregava e curava, nessa ordem (Mt 4.23; 11.1). Ele ensinou mais que pregou; e pregou mais que curou. Além disso, pregar o Evangelho não é pregar milagres, pois estes são o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.15-20). Por isso, na hierarquização que Deus estabeleceu para os dons do Espírito, milagres e curas aparecem depois de apóstolos, profetas e doutores (1 Co 12.28).
Qual é o líder que está com a razão, visto que estão se digladiando há algum tempo? O bispo universal, que só prega a teologia da prosperidade, não fazendo jus à definição bíblica de Reino de Deus? Ou o missionário cheio de graça, conhecido em âmbito internacional? Ou ainda o apóstolo mundial que faz da pregação de milagres o seu carro-chefe, deixando de pregar o Evangelho pleno, composto de promessas, mandamentos e princípios?
Enquanto os aludidos bispo, missionário e apóstolo disputam para ver quem é o melhor, sigamos o Bom Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 10.11,27,28). Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6).
Amém?


BLOG CIRO ZIBORDI
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/03/ciro-sanches-zibordi-na-atualidade-ha.html#ixzz1pKRC96EL
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Sete razões favoráveis a ordenação de mulheres pastoras

Sete razões favoráveis a ordenação de mulheres pastoras


Hermes C. Fernandes
Aproveitando o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, resolvi escrever um artigo sobre o tão polêmico tema. Respeitando os discordantes, quero expor aqui as razões pelas quais defendo a ordenação feminina, tanto ao presbiterato, quanto ao diaconato.
1 – Em Cristo acabam as distinções étnicas, sociais e sexistas
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28
Se Deus pode incluir judeus e gentios no ministério, por que não incluiria tanto homens quanto mulheres? Se vamos manter a distinção entre sexos, deveríamos também manter a distinção entre dias, meses, anos, entre judeus e gentios, entre animais limpos e impuros, etc.
2 – A atividade pastoral é, antes de tudo, um dom– O argumento usado por Pedro para justificar a inclusão dos gentios na igreja foi o dom do Espírito que lhes fora concedido da mesma maneira como aos judeus. Como os apóstolos poderiam impedir a sua inclusão? Semelhantemente, a igreja deve reconhecer o dom pastoral que tem sido concedido a indivíduos do sexo feminino. Ordenar nada mais é do que reconhecer o dom. Negar-se a reconhecer o dom conferido por Deus é o mesmo que resistir a Deus. Confira:
“Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Atos 11:17-18
Se os líderes atuais reconhecessem o dom pastoral que Deus tem concedido à mulheres, toda discussão cessaria. Alguns, mesmo reconhecendo do dom, negam o título. Algumas denominações preferem chamá-las de ‘missionárias’, ‘doutoras’, mas jamais ‘pastoras’. Chega a ser ridículo. Em contrapartida, encontramos muitos homens que ostentam o título sem jamais terem sido vocacionados para o desempenho do pastorado. Patético e lamentável.
3 – O Dom de Profecia é dado tanto a homens quanto a mulheres
“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.”
Joel 2:28-29
De acordo com o discurso de Pedro no dia de Pentecostes, tal profecia cumpriu-se cabalmente quando o Espírito foi profusamente derramado sobre os 120 discípulos reunidos no cenáculo. Ora, se as mulheres devem manter-se caladas na igreja, conforme interpretam alguns a instrução paulina, logo, como elas poderiam profetizar? Por linguagem de sinais? rs Lemos em Atos 21:8-9 que Filipe, um dos sete diáconos originais, também reconhecido como evangelista, tinha quatro filhas que profetizavam. E o que seria “profetizar” dentro do contexto neotestamentário? Paulo responde: “o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (1 Coríntios 14:3). Os mesmos que se manifestam contrários à ordenação feminina dizem que o exercício do dom de profecia está ligado à atividade pastoral . O pastor é o profeta da igreja. Através da pregação, ele edifica, exorta e consola. Ora, ora… Seguindo a mesma linha de raciocínio, uma mulher que tenha recebido de Deus tal dom, estaria habilitada pelo Espírito a exercer o ministério pastoral.
4 – O sacerdócio universal dos crentes


Alguém poderá argumentar que embora encontremos profetizas nas Escrituras, jamais encontramos sacerdotisas. Mas peraí… Cristo não substitiu o sacerdócio levítico por um eterno, onde todos somos igualmente sacerdotes?
“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”
1 Pedro 2:5,9
Eis um dos pilares da reforma protestante. Todos os crentes são sacerdotes, sem importar seu gênero. Manter a distinção entre clero e leigos é um ranço indesejável que herdamos do romanismo. E como sacerdotes, temos duas atribuições: a) oferecer sacrifícios espirituais a Deus b) anunciar as virtudes d’Aquele que nos chamou das trevas para a luz. Homens e mulheres estão igualmente incumbidos disso. Ora, por que razão deveríamos privar mulheres de celebrar os sacramentos/ordenanças (Leia-se Ceia e Batismo)? Conheço denominações em que as mulheres podem ensinar, pregar, trabalhar na secretaria, evangelizar, mas não podem celebrar a ceia ou o batismo. Isso não faz o menor sentido. Quem está habilitado a anunciar as virtudes do Deus vivo e a oferecer sacrifícios espirituais também está habilitado a partir o pão e batizar. Questão de coerência. O problema é que os homens não querem abrir mão da proeminência. Durante a celebração da primeira eucaristia, Jesus despiu-Se diante dos discípulos, cingiu-se de uma toalha e lavou-lhes os pés. Alguns entendem que o lava-pés seria uma cerimônia complementar da Ceia do Senhor. Mesmo que não encaremos como uma ordenança, não podemos fazer vista grossa ao fato de que foi durante a Ceia que Ele nos deu tal exemplo. Escrevendo a Timóteo, Paulo diz que antes de inscrever uma viúva para ser socorrida pela igreja, dever-se-ia verificar se a mesma praticou toda a boa obra, inclusive lavar os pés aos santos (1 Tm.5:10). À esta altura, o lavar os pés dos irmãos havia se tornado numa prática constante na igreja. Jesus deixara o exemplo aos Seus discípulos homens, porém, mesmo as mulheres a observavam. Isso fazia parte da diaconia, exercida tanto por homens quanto por mulheres.
5 – Foi a uma mulher que Jesus confiou o primeiro “ide” após Sua ressurreição


Jesus poderia ter aparecido primeiramente aos Seus discípulos homens, mas preferiu aparecer primeiro a uma mulher, a quem confiou Seu primeiro “ide” (Jo.20:17). É possível que os discípulos tenham se sentido desprestigiados por isso. - Por que a uma mulher, e não diretamente a nós? Talvez isso indicassse a importância que Jesus atribuia ao gênero feminino na difusão do Evangelho.
6 – Há evidências de que havia liderança feminina na igreja primitiva
Recomendo-lhes nossa irmã Febe, serva da igreja em Cencréia. Peço que a recebam no Senhor, de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. Saúdem Priscila e Áqüila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertido a Cristo na província da Ásia. Saúdem Maria, que trabalhou arduamente por vocês. Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim.
Romanos 16:1-7
Quanta informação valiosa numa simples saudação! No texto original, Febe é chamada “diaconisa na igreja em Cencréia”. De acordo com o testemunho do autor patrístico Teodoreto de Ciro (393 – 466 d.C.), Febe era uma pregadora itinerante cuja fama correu o mundo todo. “Ela era conhecida não apenas entre os Gregos e Romanos, mas entre os bárbaros também”. E Febe não foi a única. Uma pedra tumular foi achada em 1903 no Monte de Oliveiras com esta inscrição: "Aqui jaz a serva e virgem noiva de Cristo, Sofia, a diaconisa, a segunda Febe". Isso demonstra que Febe tornou-se numa espécie de referência de liderança feminina na igreja primitiva.
Em sua recomendação, Paulo dá testemunho de que Febe teria sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para ele mesmo. O texto original nos fornece uma compreensão um pouco mais acurada: "Porque ela tem sido indicada, realmente por minha própria ação, uma oficial presidindo sobre muitos."
O termo traduzido como “auxílio” é prostatis (Rom. 16:2). Esta palavra não é traduzida dessa maneira em nenhum outro lugar nas Escrituras gregas. Foi uma palavra comum e clássica que significava "padroeira ou protetora, uma mulher colocada por cima dos outros". É a forma feminina do substantivo masculino prostates, que significa "defensor" ou "guardião" quando se refere aos homens. Em 1 Timóteo 3:4-5,12 e 5:17, o verbo proistemi é usado a respeito das qualificações dos bispos e diáconos quando Paulo ordenou aos homens a "governarem" bem as suas casas, que incluiu cuidar das suas necessidades. O que foi que significou para homens, deve significar o mesmo para as mulheres. O que foi que estes bispos e diáconos fizeram para as suas casas, Febe fez para a igreja e Paulo. As posições foram idênticas.
Se nós recusarmos a admitir que Febe "governou", ou "liderou", ou foi uma "defensora", ou "guardiã", então nós precisamos rebaixar os diáconos para qualquer nível em que Febe estava ministrando. Se Febe só "auxiliou”, então é só isso que os diáconos fizeram. Seria muito inconsistente traduzir a palavra como "governador" quando se refere aos homens e "auxílio" quando se refere as mulheres.
Entre os que recebem a saudação paulina, destacam-se Priscila e Áquila, responsáveis por ensinar o Evangelho com mais precisão a Apolo, um dos mais eloquentes pregadores da época. Propositadamente, Paulo menciona Priscila antes de Áquila, o que poderia soar indelicado, para indicar sua importância ministerial. Um pouco mais adiante, Paulo nos revela dois personagens curiosos, a saber, Andrônico e Júnias, “notáveis entre os apóstolos”. Se, de fato, ambos, marido e mulher, eram considerados “apóstolos”, não sobre margem pra discutir sobre a legitimidade da liderança feminina na igreja primitiva.
7 – Porque está comprovado a capacidade feminina em exercer qualquer papel antes atribuído somente aos homens


Tenho sido testemunha do flagrante sucesso obtido por mulheres no exercício do ministério pastoral. Algumas obtiveram êxito onde homens falharam. Eu poderia citar vários casos do meu conhecimento. Depois de todas as conqusitas da mulheres na segunda metade do século XX pra cá, seria, no mínimo, anacrônico acreditar em sua incompetência para a liderança eclesiástica. Muito antes da revolução cultural, em tempos bíblicos elas já demonstravam suas habilidades como rainhas, juízas, profetizas, e, diga-se de passagem, até pastoras. Vide Ester, Débora, Ana e Raquel. Por que razão Deus as privaria do privilégio de serem instrumentos do Seu amor para cuidar do Seu rebanho particular?
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/03/sete-razoes-favoraveis-ordenacao-de.html#ixzz1pWZC3i5f
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Reading Strategies

Why is it important to learn English?
  • It is the language of business
  • It is the language of technology
  • It is the language of science
  • It is the language of tourism
  • It allows people to communicate about a variety of world issues.
1) What is a text?
A text is a complex entity.
It comprises two main elements:
· Page layout (graphics, diagrams, illustrations, white space, etc).
· Internal Organization (titles, subtitles, paragraphs, lexical and grammatical reference, etc).
clip_image002clip_image004
Cover of the Asian Newsweek from Sept 27, 2006. Cover of Newsweek's from January 1, 2007
2) Reading Strategies – is a mental process or something we use to facilitate reading interpretation (tools to facilitate the reading process):

· Previous knowledge (what the reader already knows).
· Nonverbal information.
· Cognates.
· Context.
· Internal text organization.
clip_image006clip_image008
3) Why use reading strategies in text interpretation?
PROBLEMA NA CLAMBA
Naquele dia, depois de plomar, fui ver drão o Zé queria ir comigo lá na clamba. Pensei melhor grulhar-lhe. Mas, na hora de buxir a ficha, vi-o passando com a golipesta. Então, me dei conta de que ele já tinha outro programa.
Então resolvi ir notode. Até chegar na clamba, tudo bem. Estacionei o zulpinho, pus a chave no bolso e desci correndo para aproveitar ao chinta aquele sol gostoso e o mar pli sulapente.
Não parecia haver glapo na clamba. Tirei as gripes, pus a bangoula. Estava pli quito ali que até me saltipou. Mas, esqueci logo das saltipações no prazer de ficar ali, inclusive tirei a bangoula para ficar mais à vontade. Não sei quanto tempo fiquei madendo, siltando e corristando.
Foi na hora de voltar da clamba que me dei conta de que nem as gripes nem a bangoula estavam mais onde eu tinha deixado.
Que fazer?
Scott,1983.
Atividade :
  1. Read the text above trying to discover the meaning of unknown words. (Leia o texto acima e descubra o significado das palavras desconhecida):
clamba
plomar
drão
grulhar
golipesta
notode
zulpinho
chinta
pli
sulapente
glapo
gripes
bangoula
quito
saltipou
saltipações
madendo
siltando
corristando 
buxir
  1. Retell the story orally to a classmate (Reconte oralmente a história para um colega de sala)




clip_image010
4) What is reading?

· A mental activity.
· A hypothesis-generation process.
· A guessing game.
· A dynamic activity
· A communicative task.
Atividade
 
Which Portuguese proverb can we make a relationship with the one in the picture above?  (Com qual dito popular em língua Portuguesa podemos fazer relação com o da figura acima?)
Texto – Matando aula nas quintas-feiras

Os dois meninos vieram correndo até chegar à entrada da casa. Não te falei? Hoje é o melhor dia para matar aula!, disse Mark. Minha mãe nunca está nas quintas-feiras, ele acrescentou. Uma cerca viva volumosa escondia a casa da rua e os dois correram em sua direção pelo paisagístico gramado. Nunca pensei que você morasse num lugar tão grande e tão bonito, disse Peter. E está muito melhor agora que meu pai mandou colocar um passeio todo feito de pedra e ainda mandou construir uma lareira, que a gente não tinha antes.
Havia portas tanto na parte da frente quanto na parte de trás e uma do lado direito que levava à garagem que, no momento, encontrava-se vazia, exceto por três bicicletas de marcha que eram guardadas lá. Os dois dirigiram-se à porta da garagem e Mark explicou que ela ficava sempre aberta para quando suas irmãs chegassem mais cedo da escola, antes que a mãe deles voltasse do trabalho.
Peter queria ver a casa; então Mark começou pela sala de estar. Como todo o resto do primeiro andar, tinha acabado de ser pintada. Mark ligou o som e o barulho alto deixou Peter preocupado. Não se preocupe a casa mais perto fica a quase meio quilômetro daqui, Mark gritou. Peter acalmou-se, observando que, de fato, nenhuma casa podia ser vista em qualquer direção além das dimensões do imenso jardim.
A sala de jantar com o aparelho inglês, a prataria e os vidros trabalhados não era lugar mais apropriado para ficar, nem tampouco brincar. Então, eles se dirigiram à cozinha para um pequeno lanche. Mark disse que eles não poderiam ir ao porão, pois ele ficou úmido e mofado desde a instalação do novo sistema de encanamento.
Ao darem uma olhada no estar íntimo, pela porta entreaberta, Mark comentou que ali estavam os quadros mais valiosos e a coleção de moedas antigas de seu pai. Mark contou vantagem dizendo que podia gastar dinheiro sempre que precisava desde que descobriu que seu pai mantinha guardado muito dinheiro na gaveta de sua mesa de trabalho do estar íntimo.
Havia três quartos na parte superior da casa. Mark mostrou a Peter o armário de sua mãe que continha muitos casacos de pele e uma caixa fechada onde ela mantinha suas jóias. O quarto de suas irmãs não tinha nada de interessante a não ser a TV colorida pequena que tiraram e levaram para usá-la mais tarde, Mark também contou ao amigo que o banheiro do hall era só seu agora, depois que outro foi acrescentado ao quarto de suas irmãs. No seu quarto, entretanto, havia uma goteira no teto, onde o velho telhado apodrecia a cada dia que passava.
Pichert and Anderson, 1977. Tradução nossa
Atividade
a) List all the details that are important to your interpretations viewpoint. (liste todos os detalhes que são importantes para sua interpretação a partir do seu ponto de vista.)
b) Provide another title for the text based on your interpretation or point of view. (dê outro título para o texto baseado na sua interpretação.)
5) What are the elements of the nonverbal code?

· Ilustrações e gravuras.
· Gráficos, diagramas, tabelas, mapas.
· Layout da página (organização da informação na página impressa).
· Índices tipográficos para colocar ênfase (negrito, itálico, sublinhado, letras espaçadas, linhas decorativas).
· Índices tipográficos de organização (enumeração por números, por letras, por ícones).
· Efeitos tipográficos (tamanho e tipo do caractere)
clip_image012
clip_image014
clip_image016
Atividade
1. Considering the page layout, what kind of text is this? What kind of information is in it ? is this text about? (Considerando o layout da página, que tipo de texto é este? Que tipo de informação há nele? )
2. According to the text, how many states are there in Brazil? (segundo o texto, quantos estados há no Brasil?)
3. What is the biggest state in Brazil? (Qual é o maior estado brasileiro?)
4. Which countries don´t make borders with Brazil? (Que países não fazem fronteira com o Brasil?)
5. Check the data on the basic indicators and answer, what country does Brazil make the longest border with: (verifique os dados nos indicadores básicos e responda, com qual país o Brasil tem a fronteira mais extensa?)
6. Considering area comparative ranking, where is Brazil related to the other countries? (Considerando o os países de maior extensão territorial, que lugar o Brasil ocupa no ranking em relação aos outros?)
6) What are cognates?
Cognates are words similar in form and in meaning to Portuguese words. They can be used to facilitate the interpretation task.
Examples are: language, course, strategy, school, location, history, center, components, perfect, family, art galleries, etc.
clip_image018
Atividade
  1. There is a title on the upside, illustrations in a sequence of legends and numbers. What does this leaflet want to communicate? (Há um título na parte superior, ilustrações ordenadas em uma seqüência com legendas e números. O que esse folheto quer comunicar?
  1. Observing the pictures, we can know that they are actions to put something on the skin and they are ordered in four times. What are they? (observando as gravuras podemos perceber que são ações para colocar alguma coisa sobre a pele e elas estão ordenadas em quatro etapas. Quais são elas?)
Atividade


A new window on the computer world


Microsoft CEO Bill Gates wants to change the way you run your PC.

The new CD-ROM is a set of instructions that control the basic functions of a computer. It is a total replacement for both DOS and windows 3.1. The latest word in machines in the multimedia age costs about $ 3,100 in the United States today including the printer.

(Adapted from Newsweek, Aug, 21,1995,p.31)

VOCABULARY HELP
CEO- Chief Executive Officer
WAY- jeito
TO RUN - operar
PC- personal computer
CD- compact disk
ROM – read-only memory
SET- conjunto
REPLACEMENT -substituto
BOTH-ambos
DOS-disk operating system
PRINTER-impressora
Atividade
  1. Read the following text and discover the meaning of unknown words. (Leia o texto a seguir e descubra o sentido das palavras desconhecidas)
  1. Answer these question below (responda as questões abaixo)
1. What does Bill Gates want to change?
2. What is the new CD-ROM means?
3. How does the new CD-ROM will manage our PC?
4. How much does it cost?

clip_image020

Atividade 6
1. What kind of text is the one above? (Qual é o tipo de texto é acima?)
2. What the sentence “Aids is real means?) O que a frase “Aids is real” significa?
3. What are the three Region Aids data presented? (Quais são os três dados estatísticos da AIDS na região que são apresentados?)
4. What are the three advices given about the prevention? (Quais são os três conselhos dados sobre prevenção?)
clip_image022
6. What kind of product is announced in this banner? ( Que tipo de produto está anunciado nesse banner? )
  1. Which are the nutrients included in the composition product? (Quais são os nutrientes incluídos na composição do produto?)
Summarize
When reading a text in English, you consider some important textual elements, such as:
1.The text origin.
2.The subject of the text (the broader context)
3.The internal structure of the text that varies according to the objective of the text ( to make a description, give instructions, convince the reader of something, tell a story, etc.)
4.The internal organization of the text in terms of the number of paragraphs, titles, sub-titles, repeated words, lexical reference and grammatical reference.
5.The internal context, that is, the parts of a sentence or paragraph that determine the exact meaning of a word used.
6.The order of the words in a sentence and their specific functions ( adjectives – nouns – verbs – adverbs, etc.)
7.The elements of the non-verbal code.
8.The use of cognates.
9.The point of view used in the text, that is, the angle of vision from which the text is written.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sobre hábitos e monges: Desafazendo tabus sobre vestes litúrgicas.

Sobre hábitos e monges: Desafazendo tabus sobre vestes litúrgicas.


Pr. Francisco Belvedere Neto
É verdade que o hábito não faz o monge. Pessoas de Deus não são reconhecidas pela sua aparência exterior, mas pelos frutos de sua vida. Mas... Quando iniciei meu ministério pastoral, sendo nomeado pastor acadêmico no ultimo ano de Teologia, lembro-me que uma irmã na igreja onde eu servia, veio me dizer que eu não deveria mais usar camisa clerical, pois aquilo era “roupa de padre” e ela não queria que visitantes viessem à igreja e pensassem que tinha um “padre” no altar. Meus esforços para explicar àquela irmã que a camisa clerical era uma veste de origem protestante e que fazia parte da nossa tradição denominacional, mesmo não sendo de uso obrigatório foi em vão! O preconceito falava mais alto. O curioso, é que na mesma igreja, tinha um irmão que de vez em quando ia ministrar louvor fazendo uso de um kipá! E ninguém, absolutamente ninguém achava ruim. Eu era olhado torto por fazer uso de uma veste identificada com a tradição cristã, e aquele irmão amado que fazia uso de algo identificado com a religião judaica não sofria qualquer censura.

"padre" Charlito, além de "padre", é co-editor do Genizah.
Há no meio evangélico brasileiro um preconceito fortíssimo contra tudo que possa lembrar a igreja católica romana, em especial, na questão das vestes e outros símbolos litúrgicos. O mesmo não ocorre com vestes, símbolos e objetos ligados ao judaísmo. Isso é fruto da idolatria a Israel que tem sido estimulada nos arraiais gospel tupiniquins. Já ouvi gente dizer que em Israel se sente a presença de Deus de uma forma diferenciada do que ocorre em outros lugares. É muita incoerência e falta de senso critico dos crentes brasileiros.
Nem mesmo no Genizah se está livre desta tolice. A minha motivação para escrever este artigo foi, justamente, em função de um post publicado neste site, com um vídeo onde se via o Rev. Carlos Moreira, pregando na Igreja Episcopal Carismática. Nos comentários, algumas pessoas demostraram nítido preconceito e agressividade ao verem as vestes do ministro, que logo julgaram ser um “padre”. Vamos então a alguns fatos desconhecidos de grande parte dos evangélicos brasileiros.
Um pouco de história

Segunda Igreja Presbiteriana de Chicago
Muita gente pensa que ser protestante significa ser anti-católico. Ou seja, “tudo que o católico faz, eu tenho que fazer diferente!” Mas acontece, que a reforma protestante tinha como alvo a doutrina e não a liturgia da igreja, exceto naquilo que fosse considerado anti-bíblico. Quando Andreas Karlstadt, na ausência de Lutero incentivou a destruição de imagens em Wittenberg, Lutero censurou essa atitude a qual considerou vandalismo contra obras de arte. Ou seja, mesmo Lutero teologicamente destruindo o alicerce do culto às imagens e relíquias, ele não deixou de reconhecer que algo de valor poderia se encontrado ali. Eram obras de arte e embelezavam os templos. Até hoje muitas igreja protestantes na Europa e EUA possuem imagens, vitrais ou ícones retratando pessoas ou passagens bíblicas, mas apenas com função estética.
No século XVII, calvinistas ingleses desejavam purificar a Igreja da Inglaterra de todo resquício de catolicismo romano, assim como, de toda e qualquer prática litúrgica que não fosse claramente ensinada ou ordenada nas Escrituras. Práticas como, por exemplo, o sinal da cruz no batismo e o ajoelhar-se para receber a Ceia do Senhor. Esses calvinistas ficaram conhecidos como puritanos. Um fato marcante desse período, foi a chamada controvérsia das vestimentas. Os puritanos rejeitaram que os ministros fizessem uso de paramentos elaborados, em vez disso deveriam trajar a toga preta, que era a veste dos docentes e magistrados. Assim o pastor em vez de ser identificado com a figura do sacerdote, estaria identificado com a figura de um docente, por este ser o responsável pelo ensino das Escrituras na igreja.

Puritanos
Nos primeiros séculos do protestantismo, com exceção dos partidários da reforma radical ou dos puritanos, nunca houve um movimento para abolir tradições que não fossem consideradas explicitamente anti-bíblicas, mesmo que fossem extra-bíblicas. Com o passar dos anos, em algumas regiões e mais especificamente algumas denominações, permaneceram muitas práticas que se assemelham ou são idênticas às praticas católico-romanas.
Em meados do século XVIII os primeiros missionários protestantes começaram a chegar ao Brasil. Porém pelo fato do Catolicismo Romano ser a religião oficial do império, inúmeras restrições foram impostas aos protestantes. As igrejas, por exemplo, não poderiam ter forma de templo. Esse ambiente hostil aos protestantes, fez nascer um protestantismo fortemente anti-católico e avesso a qualquer tradição ou prática que lembre o catolicismo romano.


Vestes clericais: O que são e quais são?
Não vou enumerar todas as vestes litúrgicas da tradição cristã, mas apenas as mais utilizadas no meio evangélico, inclusive no Brasil. As vestes litúrgicas, mais do que cumprir uma função estética no culto, tem a função de destacar a função exercida pelo ministro. Simbolicamente quando o pastor está trajando tais vestes, o homem desaparece e a sua função é ressaltada.
Colarinho Clerical

Simboliza o ministério da Palavra, já que a garganta é o local de onde provém a voz, instrumento de proclamação da Palavra de Deus. O modelo mais conhecido é uma tira branca removível, que se encaixa na parte frontal do colarinho de uma camisa ou colete. Existem ainda outros modelos, como por exemplo, o colarinho inteiriço que dá a volta no pescoço dando a impressão de uma coleira branca sobre uma camisa preta ou de outra cor. Esse modelo atribui-se também o significado do ministro como escravo de Cristo, pois o escravo comumente utilizava uma cadeia no pescoço.
O que para muita gente é marca registrada dos sacerdotes católico-romanos, na verdade foi uma criação protestante. O Rev. Donald McLeod, ministro da Igreja da Escócia (presbiteriana) criou no século XIX a camisa clerical (que primeiramente era um colete) para ser mais prático que a sotaina (batina) no uso do dia a dia do ministro. A Igreja Católica só passou a adotar esse traje no Concílio Vaticano II. 

Toga modelo calvinista
No Brasil, as denominações que mais fazem uso desse traje são as Igrejas: Anglicana, Luterana, Metodista, Presbiteriana, Quadrangular, Projeto Vida Nova, Cristã Nova Vida, e em menor grau alguns pastores batistas, nazarenos, congregacionais e raramente alguns pastores da Assembleia de Deus. Já vi até mesmo pastores da Igreja Adventista do Sétimo dia usando colarinho clerical. 
Nos EUA e Europa o uso é muito mais amplo. O traje clergyman, como é conhecido o conjunto terno e camisa clerical, não é propriamente uma veste com função litúrgica, mas uma espécie de “uniforme de trabalho”, já que foi idealizado para o uso no dia a dia do pastor facilitando sua identificação no meio do povo.
Toga (Talar)
Originalmente uma veste acadêmica que foi introduzida no protestantismo pelos calvinistas identificando a função do pastor com a função de um professor das Escrituras e sinalizando seu preparo teológico para tal. Originalmente as togas eram sempre pretas. Hoje, já encontramos togas brancas, azuis, cinzas, etc. A toga perdeu bastante seu simbolismo e ganhou uma conotação mais estética e litúrgica. Nos EUA os mais afeitos ao uso da toga são as igrejas de comunidades afro-americanas. Mas, é largamente utilizada por diversas denominações históricas e pentecostais. No Brasil algumas igrejas presbiterianas e boa parte das luteranas fazem uso frequente. Em outras denominações históricas, os pastores preferem reservar seu uso para solenidades como casamentos, formaturas, ordenações, etc. 

Alba ou Alva
Alba (ou alva)
A alba é uma túnica branca. Esta é a veste litúrgica mais comum da tradição cristã. É na verdade a roupa de todos os batizados. Pois tradicionalmente os cristãos quando eram batizados trajavam túnicas brancas. Qualquer cristão que esteja atuando na liturgia pode utiliza-la. É comum o uso de um cordão amarrado na cintura chamado cíngulo. A alba é mais utilizada por anglicanos e luteranos. Católicos também a usam, naturalmente.
Estola
A estola uma faixa colocada sobre os ombros simbolizando a ordenação. Sua origem remonta ao império romano. Os governadores romanos a utilizavam como símbolo de seu serviço prestado à sociedade. A estola simboliza o ministério ordenado, simboliza que o pastor está a serviço de Cristo e de sua igreja e que sua autoridade vem de Cristo. As cores variam de acordo com ocasião e o tempo litúrgico. No Brasil de vez em quando vemos alguns pastores de igrejas históricas e até mesmo uns poucos pentecostais fazendo uso da estola, geralmente em eventos especiais, mas não é tão comum.

Estola. Cores diferenciam odenação.
Conclusão
Provavelmente muitos dos que estão lendo esse artigo estão questionando onde está o embasamento bíblico para o uso de vestes litúrgicas por parte dos ministros cristãos. Bem, o Antigo Testamento prescrevia o uso de vestes sagradas para os sacerdotes (Ex.28.4). Até mesmo Davi não sendo sacerdote usou uma “estola sacerdotal” (a estola dos levitas era diferente da estola romana a qual o cristianismo adotou como vestimenta litúrgica) e dançou perante o Senhor (2. Sm.6.14).
Alguns argumentarão que isso se tratava do Antigo Testamento e que não encontramos no Novo Testamento qualquer ordenança quanto isso. E de fato, não encontramos mesmo. Isso é apenas uma questão de opção de cada igreja e de cada pastor. Da mesma forma que não temos uma ordem nas Escrituras para fazer uso desse tipo de vestimentas, não temos uma proibição. Meu objetivo com esse artigo não é fazer uma apologia ao uso de paramentos, mas fornecer um pouco mais de informação aos evangélicos brasileiros que em sua grande maioria desconhece algumas de nossas tradições.
Genizah
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/11/sobre-habitos-e-monges-desafazendo.html#ixzz1kaKHdAr9
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Tem evangélico que dá medo...

Tem evangélico que dá medo...


Hoje encontrei uma matéria triste no Genizah. Na verdade, dado o objetivo do site, sempre há algo triste para se ler. Talvez isso cause desconforto entre alguns, já que fazer apologia para dentro do Corpo, ou seja, denunciar os erros dos próprios evangélicos, sempre causa alguma dor. Dizer a um evangélico que ele errou é como lhe falar mal da mãe, pois parece que nos sentimos dotados de algum tipo de infabilidade quase papal. Mas, tenho uma matéria bem especifica em mente. Genizah publicou uma foto medonha, na qual um grupo de adolescentes evangélicos aparece zombando de um presépio. Essa foto, que parece tão piedosa em seu intento, me fala de ignorância, intolerância e presunção.

Já leu a matéria?
Primeiro a presunção. No céu não haverá apenas cristãos, me parece que na mentalidade dos evangélicos as ruas celestiais serão povoadas apenas pelos evangélicos e, em muitos casos, por evangélicos denominacionais. Não basta ser cristão, é preciso ser evangélico; porém, ser apenas evangélico não é suficiente, para ter mais chances, é necessário ser evangélico de certo tipo. Qual tipo? Alguns parecem imaginar que o céu será dos assembleianos, dos batistas, outros que será exclusivo para os reformados... Essa mentalidade denominacionalista é perversa. Em primeiro lugar perverte o cristianismo. Em segundo lugar nos torna monstros. O personagem principal do livro Os Fantoches de Deus, de Morris West, chega à conclusão de que era demasiadamente duro ao julgar os outros cristãos, e mais propenso à caridade quando se deparava com erros em sua “família religiosa” (ele, no caso, um católico romano piedoso). É um risco que corremos, de achar que nossa tradição nos faz melhores que os outros, e assim confundimos as nossas tradições com a essência mesma do Cristianismo. Pode até ser que nossas tradições denominacionais sejam melhores, mais adequadas, ou até mesmo mais bíblicas. Porém, isso não nos faz melhores que nossos semelhantes. Não importa o quanto nossa tradição é bela, ou bíblica, continuamos sendo pecadores carentes da Graça de Deus, como todos os demais. Somos salvos pelas nossas tradições (pentecostalismo, credobatismo, salmodia exclusiva, etc), ou pela fé em Nosso Senhor Jesus Cristo?
Depois vem a ignorância e a intolerância. Essas duas andam quase sempre juntas. E, juntas, podem levar ao fanatismo. Para mim, um fanático é alguém cego, exceto para ver suas próprias qualidades, ou as qualidades de sua ideologia, sejam elas reais ou imaginadas. Por outro lado, o fanático é incapaz de ver os seus próprios erros, sempre arrumando alguma desculpa piedosa para seus deslizes e abusos (que certos evangélicos famosos não me deixem mentir, risos).
Recentemente tenho dedicado boa parte do meu pouco tempo ‘livre’ para colocar na rede uma TV online, que denominamos Basileia Tv. ‘Basileia’ é um nome muito apropriado, pois no grego significa “o reino”. O objetivo do nosso ministério é promover o reino, seja através da nossa pregação, evangelismo, ou no que fazemos na internet. Sendo um calvinista, alguém já questionou como eu poderia transmitir musicas de ‘pentecostal’, ou mesmo com algumas letras ‘arminianas’? Ou ainda pior: sendo um evangélico, como eu posso ter colocado na grade musical um ou duas musicas ‘católicas’? Minha resposta é bem simples, e não espero que todos concordem comigo: o Reino de Deus não pertence aos calvinistas, reformados e evangélicos. O Reino de Deus pertence aos cristãos. Em outras palavras, antes de ser calvinista, antes de ser anglicano, antes de ser reformado, sou um Cristão; antes das minhas tradições pessoais, Cristo! Evidentemente eu me guio por certos limites, mas isso não me faz cego para aquilo que há de belo nas outras tradições cristãs, mesmo que eu não concorde inteiramente com elas.
Por falar em presépio, no Natal passado, eu passei muitos minutos contemplando um maravilhoso presépio que foi montado em frente à Catedral da Sé, em São Paulo. Era um presépio maravilhoso, não só pelo tamanho, mas pelo material de que foi feito: papel reciclado. Ali, no coração de São Paulo, onde todos os dias a gente se depara com prostitutas, drogados, trombadinhas, e os ‘shows’ mais bizarros, por alguns dias, quase todos os olhares voltaram-se para a mensagem da Graça. Não me importa se aquele cenário da Graça foi montado por um católico romano, admirei o simples fato de ele estar ali, e de estar comovendo as pessoas. No entanto, boa parte dos evangélicos com os quais convivo, não apenas pareciam desejar que o tal presépio fosse consumido pelas chamas da Ira de Deus, como também desdenhavam aberta e publicamente da própria celebração do Natal! São em momentos assim que, apesar de saber que não há nada de errado com o termo, faço questão de dizer que “não sou evangélico”.
Entretanto, esse tipo de mentalidade bairrista não existe apenas em círculos pentecostais ou neo-pentecostais. Vejo isso por todos os lados. Dias desses, num debate teológico numa rede social, me surpreendi quando um “reformado” escreveu para um líder anglicano: “Cara, primeiro você vai tirar esse ídolo do seu perfil, arrepender-se de sua idolatria, para só depois eu conversar com você!”. Vejam, o “reformado” recusa-se a responder aos argumentos do outro, pelo simples fato de que este usava em seu perfil uma representação de Cristo usando um computador da Apple! A imagem, apenas uma representação artística e bem humorada, foi automaticamente identificada pelo outro como “ídolo” e “idolatria”! Isso é pura e simples cegueira! O fariseu sequer se deu ao trabalho de pesquisar o que é um “ídolo”, e muito menos o que caracteriza “idolatria”. Ele apenas viu uma representação de Cristo, e uma ira fanática o impeliu a gritar: Ídolo! Idolatria!
Eu gostaria de escrever tantas coisas a vocês! Termino com duas observações: não defendo aquilo que muitos chamam de “ecumenismo”, no sentido de unir todas as Igrejas, e deixando de lado a apologética, e a defesa da fé. Não se trata disso. Não quer dizer que eu não ‘brigue’ com católicos romanos, ou com arminiamos, sobre este ou aquele ponto de vista teológico. Que quer dizer então? Apenas isso: que apesar de nossas diferenças, a Salvação é pela Graça de Deus, ela é um dom imerecido, o que torna impossível sermos salvos por nossas opiniões e tradições! E tão importante quanto isso é dedicarmos algum tempo a conhecer melhor a história da Igreja, e a nossa surpreendente variedade e diversidade.
Parece-me estranho ver alguns pentecostais imaginando que o Cristianismo nasceu em Azuza Street, e alguns outros pensarem que isso de seu em Genebra... Amigos, nossa religião nasceu no primeiro presépio da História, com personagens de carne e osso, num casebre humilde em Belém. Hoje, quando vejo um presépio, com Jose, Jesus, os Magos e a Virgem, não sou tomado por qualquer impulso idolatra! Apenas olho e penso: Graça Maravilhosa, porque o Verbo se fez carne, e fez morada entre nós!
Marcelo Lemos, editor do Olhar Reformado, líder da Comunidade Anglicana Carisma, e colaborador do Genizah.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/01/tem-evangelico-que-da-medo.html#ixzz1kat8dDGH
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike